Brasil Brasil

Governo avalia endurecer regras para importação de cacau e indústria reage

Mudanças no drawback e aumento de tarifa estão em estudo para proteger produtores

03/03/2026 11h48 Atualizada há 6 dias
Por: Redação
Divulgação
Divulgação

Após suspender temporariamente a importação de cacau da Costa do Marfim, o governo federal analisa novas medidas para atender às demandas da cadeia produtiva brasileira. Entre as ações em estudo está a revisão do regime de drawback, que hoje concede isenção tributária para a indústria importar cacau destinado à produção de itens voltados à exportação.

Pelas regras atuais, as fabricantes têm até dois anos para concluir a exportação sem pagar imposto. A proposta do governo é reduzir esse prazo para seis meses.

Outra medida em avaliação prevê elevar o imposto de importação do cacau de 9% para 20%, com o objetivo de dificultar a entrada da amêndoa estrangeira, especialmente de países como Gana e Equador.

O tema pode ser analisado em reunião extraordinária do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), ligado à Câmara de Comércio Exterior (Camex), prevista para sexta-feira (6), embora o governo não confirme oficialmente.

Nesta semana, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que a gestão está “analisando a redução do prazo de drawback, de dois anos para seis meses, e também uma taxação que sairia de 9% para 20%”. A declaração foi feita em vídeo ao lado do deputado Zé Neto e divulgada nas redes sociais.

Produtores brasileiros defendem mudanças e alegam que o mecanismo atual permite a formação de estoques pelas indústrias, pressionando para baixo o preço da amêndoa no mercado interno.

Já a presidente da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), Anna Paula Losi, criticou a proposta e classificou as medidas como “imediatistas”. Segundo ela, é inviável alterar o drawback apenas para o cacau. “Não tem indústria que consiga importar, industrializar e vender em seis meses. Sem cumprir o drawback, as empresas terão que pagar 20%, e aí não tem indústria que consiga ser competitiva no mercado internacional”, disse.

A AIPC defende alternativas como políticas de estocagem, mecanismos de preço mínimo e ampliação do crédito rural, sem penalizar a indústria. A entidade também propôs a criação de uma mesa técnica com governo, produtores e setor industrial para aprofundar o debate.

#PortalBahia #Cacau #Agronegócio #Bahia #Economia

Saiba mais. Saiba tudo. Siga o Portal Bahia no Instagram.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ituberá, BA
Atualizado às 18h08
26°
Tempo nublado

Mín. 22° Máx. 31°

28° Sensação
1.91 km/h Vento
80% Umidade do ar
10% (0mm) Chance de chuva
Amanhã (10/03)

Mín. 22° Máx. 31°

Chuvas esparsas
Amanhã (11/03)

Mín. 21° Máx. 28°

Chuva