A Organização Internacional do Cacau (ICCO) projeta um crescimento de 15% na safra brasileira de cacau para o ciclo 2024/25, com estimativa de 210 mil toneladas de amêndoas — frente às 182 mil toneladas colhidas na safra anterior. O cenário é impulsionado por preços recordes da commodity e um mercado internacional em déficit há dois anos.
Com o cacau cotado atualmente a cerca de US$ 8 mil na Bolsa de Nova York, após ter atingido picos históricos próximos a US$ 13 mil, a indústria brasileira tem buscado reduzir sua dependência externa. Empresas vêm investindo em produção própria e parcerias com produtores rurais, com financiamento de insumos, mudas e infraestrutura em troca da entrega futura da produção.
Segundo o Itaú BBA, há potencial para implantação de 15 mil hectares adicionais de cacau em sistema de cultivo a pleno sol nos próximos anos. Caso todos os projetos sejam efetivados, os investimentos podem chegar a R$ 2 bilhões. A estimativa é de que essa expansão seja suficiente para eliminar a necessidade de importações ou adicionar cerca de 40 mil toneladas ao processamento nacional.
A safra global também deverá crescer. A ICCO projeta uma produção mundial de 4,841 milhões de toneladas em 2024/25, aumento de 11% em relação à safra anterior. A Costa do Marfim, principal produtor mundial, deve colher 1,850 milhão de toneladas (+10,5%), enquanto Gana espera produção de 600 mil toneladas (+33,6%).
Ainda assim, segundo o Itaú BBA, os níveis anteriores à crise, registrados em 2022/23, não devem ser alcançados de imediato. O envelhecimento das lavouras (em Gana, 50% das árvores têm mais de 30 anos), surtos de doenças como podridão parda e o vírus do mosaico do cacau (CSSV), além de eventos climáticos extremos, seguem afetando o desempenho da produção africana.
Apesar disso, o continente africano ainda domina o mercado, com 71% da produção global, seguido pelas Américas (22%) e pela Ásia e Oceania (6%).
A demanda global de cacau começou a desacelerar em 2024 devido à alta nos preços. Indústrias nos EUA e Europa têm reformulado produtos para reduzir o uso de cacau, o que deve levar a uma queda de 3% no consumo global em 2024/25, segundo a ICCO — totalizando 4,650 milhões de toneladas.
Relatórios da Associação Europeia de Cacau (ECA) apontam queda de 2% na moagem em 2024 e de 5% no primeiro semestre de 2025. Na Ásia, a retração foi de 10% no mesmo período, conforme dados da Associação de Cacau da Ásia (CAA).
O mercado internacional passou por uma transformação: após anos de estabilidade, os contratos futuros em Nova York atingiram valores históricos. Em Ilhéus (BA), a arroba de cacau (15 kg) ultrapassou R$ 1 mil, favorecendo os produtores nacionais.
A curva futura da bolsa indica que os preços devem continuar elevados até pelo menos 2027, mesmo com a expectativa de recuperação da oferta. Segundo o Itaú BBA, os valores devem se manter acima da média histórica, sinalizando um mercado ainda ajustado no curto prazo.
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