A mobilidade e o desenvolvimento econômico entre Salvador e Feira de Santana devem ganhar um novo capítulo com a implantação do Trem Intercidades Bahia. O projeto, liderado pelo Governo do Estado em parceria com a empresa TIC Bahia, prevê a construção de uma ferrovia de alta velocidade com 98 quilômetros de extensão, ligando as duas maiores cidades baianas em cerca de 35 minutos.
Além de encurtar distâncias, o trem promete transformar a dinâmica logística da região. Com dez estações previstas ao longo do trajeto — em locais estratégicos como Simões Filho, Candeias, Santo Amaro e Conceição do Jacuípe —, o modal partirá do futuro terminal de Águas Claras, onde está em fase final a construção de um complexo interligado a ônibus, metrô e VLT.
Segundo projeções do governo estadual, o Trem Intercidades deve atrair cerca de R$ 6,8 bilhões em investimentos privados e gerar mais de 60 mil empregos diretos e indiretos. A ferrovia também terá impacto direto na cadeia produtiva da Bahia, principalmente pela integração entre diferentes modais de transporte, conectando o trem a caminhões e navios.
“O projeto inaugura um novo ciclo de desenvolvimento para o estado, com reflexos positivos tanto na mobilidade urbana quanto na economia. A estimativa é de mais de R$ 60 bilhões em retornos financeiros para as cadeias produtivas ligadas ao trajeto do trem”, afirmou Danilo Ferreira, diretor técnico da TIC Bahia.
Inicialmente concebido para o transporte de passageiros, o Trem Intercidades passou a incluir também o transporte de cargas, ampliando seu alcance e reforçando sua viabilidade econômica. Essa atualização veio após ajustes realizados em diálogo entre a TIC Bahia e o Governo do Estado, que atualmente trabalha para obter as autorizações necessárias junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Para o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Angelo Almeida, Feira de Santana tem papel estratégico na proposta. “Feira é um elo fundamental entre Salvador e o interior. Esse projeto deve reposicionar a cidade como um hub logístico, impulsionando negócios e fortalecendo a economia de toda a região”, destacou.
A iniciativa envolve esforços conjuntos de órgãos como Seplan, SDE, Sedur, CTB, BahiaInveste e SEI, além de articulação direta com o Ministério dos Transportes. Segundo o governo estadual, o projeto já conta com estudos técnicos avançados e está em fase de estruturação para garantir que saia do papel com segurança jurídica, viabilidade financeira e benefícios duradouros para a população baiana.
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